Econômia - governo taxa capital estrangeiro e beneficia quem exporta para conter queda do dólar

Para conter queda do dólar, governo taxa capital estrangeiro e beneficia exportador
Mantega também anuncia fim da obrigação de exportadores trazerem dólares.
Informações foram divulgadas nesta quarta-feira pelo Ministério da Fazenda.
Em uma tentativa de conter a queda do dólar, que abaixo de R$ 1,70 oscila no seu menor patamar dos últimos nove anos, o governo federal anunciou nesta quarta-feira (12) uma maior taxação do capital estrangeiro. Para isso, a alíquota do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) para os investidores externos subiu de zero para 1,5% para aplicações em renda fixa e para a aquisição de títulos públicos. Com isso, embora o objetivo seja frear a queda do dólar, também vai lucrar R$ 600 milhões por ano.
Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em janeiro deste ano houve o ingresso de US$ 1,6 bilhão no país para aplicações em renda fixa. Os recursos têm ingressado no país atraídos, principalmente, pela alta taxa de juros. Descontada a inflação, os juros brasileiros são os mais elevados do planeta. Os investimentos externos em ações, entretanto, continuam isentos do IOF, assim como abertura de capital na bolsa de valores e investimentos estrangeiros diretos, entre outros.
Mantega também anunciou vantagens para os exportadores. Entre elas o fim da cobrança de 0,38% do IOF nas operações de câmbio para exportação, instituído em janeiro com o fim da CPMF. Com o fim do IOF para o câmbio dos exportadores, disse Mantega, o governo perderá R$ 2,2 bilhões por ano.
“Sobe logo porque eu preciso vender meus dólares”
Via: G1








