Leia Também A Crônica – A mulher perfeita


Como muitos homens – e acredito que as mulheres também façam isto uma vez na vida – peguei-me pensando, alguns dias atrás, em como seria a mulher perfeita…

Não aquela Angelina Jolie, que não conhecemos e que todos queremos comer, mas a companheira ideal, lembra? Aquela pra se conviver por uma vida ou mais… será que existe? Claro que todos fazemos das nossas experiências anteriores a base para a nossa mulher perfeita – cada um com a sua, pois a minha não divido com ninguém.

A cada namorada, a cada mulher que conhecemos levamos algo conosco, senão algo que gostamos, pelo menos temos a certeza do que não queremos para nós; e isso é muito mais importante.

Companheiras todas são, cada uma à sua maneira… Então o que faria de uma mulher “comum” a minha perfeita? Sim, os olhos verdes e os cabelos ruivos (naturais, de preferência), que sempre idolatrei fariam parte dela… pele branquinha; nem muito gorda, nem muito magra; deveria ser baixinha – não tem como eu, de 1,65m querer uma mulher de 1,90m do meu lado… peito e bunda, se não fosse pedir demais – mas nunca é demais por ser perfeita… boca de veludo, um perfume que embriaga e olhos que transmitem confiança… e seneridade. Não precisa saber escutar, porque eu não falo muito, mas precisa ter idéia do que eu estou falando; concordar e discordar é o de menos, mas tem que ter idéias próprias, opinião… isso me faria acreditar que ela me escolheu por algum motivo – lógico ou ilógico. É… inteligência faz parte da minha mulher perfeita; mas não apareça uma intelectualóide, devoradora de livros, que saiba e só saiba falar de Gabriel Garcia Marquez, que tenha lido Marx em três diferentes línguas, das mostras de cinema francês que já vira, ou das obras de Renoir, Picasso e Rembrandt. Prefiro uma que saiba apenas diferenciar um quadro de Picasso de uma escultura de Michelangelo, aquela que quase implora para eu acompanhá-la a uma comédia romântica no cinema, pra ficar de mãos dadas com ela e achar aquilo, como diria uma amiga… fofo. Sim, uma que saiba indicar Madagascar, Deu a Louca na Chapeuzinho, Shrek ou Nemo, porque são engraçados e, ao mesmo tempo, são inteligentes, sem cair no ‘boring’ das películas francesas. Ela me chama para assistir O Poderoso Chefão à noite, e não acabamos de assistir, pois o clima esquenta quando Marlon Brando é baleado.

A mulher perfeita é aquela que curte festas, gosta de ir acompanhada e se diverte assim; quer liberdade para dançar, mas dança só para mim… todos olham admirados para o jeito desinibido dela dançar e ela não liga, pois geralmente está de olhos fechados ou encarando os meus; não tem medo das críticas alheias, pois sabe que só criticam aqueles que têm inveja e não podem fazer igual. Ela gosta de música eletrônica, se requebra como louca com qualquer bate-estaca mas, em casa, prefere ouvir minha interpretação de Julio Iglesias aos sussurros em seu ouvido. É aquela que pode não entender, mas respeita minhas amizades e compreende a vontade de sair apenas com eles de vez em quando; ela não exige, mas tem e aproveita o direito de sair sozinha também; e eu sempre me preocupo, pois assim como eu a encontrei, numa festa, ela pode encontrar outro; e toda vez que ela volta para mim no fim da noite, eu me sinto melhor.

Ela gosta de vinho branco doce alemão, a despeito do que diz qualquer sommelier… toma champagne italiana em taça de metal, comprada em uma feira de garagem de uma igreja por R$3,00, U$2,00 ou £1,00 É a que brinda olhando nos meus olhos, enxergando minha alma e sabendo, mesmo sem eu dizer, que meu amor por ela não tem fim, pois meus olhos dizem essas coisas. Ela é independente, mas precisa de carinho; é aquela que gosta de ter o próprio espaço mas, mesmo brigados, dormimos abraçados, de conchinha ou com a cabeça no meu peito; e eu não canso de afagar os seus cabelos, mesmo que ela esteja dormindo há mais de meia hora; ela não tem medo do hálito matutino, sabe que a amo e não é o gosto de guarda-chuva que vai atrapalhar um beijo de bom-dia…

A mulher perfeita tem uma árvore… aquela velha árvore da rua, que tem flores grandes e brancas e toda vez que ela sai de casa, tem que passar ao lado e tocar o tronco, como quem pede uma benção. Ela tem um amor grande pela natureza, entende os animais e o sofrimento nas marcas das plantas… e, sem parecer piegas, se compadece disso. Eu penso até que ela entende melhor os animais que a mim, mas isso não me importa pois os animais vão até ela e ela vem até mim. Não se dá bem com a tecnologia; tudo parece ter curtos-circuitos nas mãos dela; tem um celular de última geração para apenas tirar fotografias; e ela ama tirar fotos, mas não de aparecer nas mesmas.

Tem que gostar de esportes, entende muito mais que eu, mas não é fanática por isso; “Sair hoje? Mas hoje tem Barca x Manchester United na tv!”. Praticou duas ou três artes marciais quando menor, para aprender a se defender; pratica sua meditação enquanto eu tomo banho, ou mesmo na manhã que eu durmo até mais tarde. Alonga-se, deliciosamente, ao acordar e faz uma massagem incomparável para eu dormir. E, mesmo quando estou dormindo, ela me acorda, me seduz – e como ela sabe provocar – fazemos amor a noite toda e, na manhã seguinte, nossas energias estão renovadas, pois amor, com a mulher perfeita, não cansa, mas revigora, pois ela goza e sabe me fazer gozar.

Não fala “eu te amo” desde nosso primeiro beijo, pois não sentia isso naquela hora… sabe que uma paixão se transforma em amor com o tempo, mas que o amor nunca acaba, podendo se transformar em cumplicidade, em fraternidade… ela sabe que não se pode explicar o amor, que podemos apenas senti-lo dentro de nós… e esta falta de palavras não a deixa preocupada, pensando se eu a amo, adoro, é minha amiga ou irmã, pois tem certeza de que estes quatro sentimentos fazem parte do que eu sinto por ela.

Estranho falar da mulher perfeita… a cada pessoa que conhecemos subimos um degrau na escada da nossa perfeição; e continuamos, apesar de sabermos que esta escada ultrapassa o infinito, pois essa perfeição macroscópica, simplesmente, não existe… difícil falar de alguém que amamos e deixamos de lado por motivos imperfeitos.

Texto : Maurício Eder ( Não sei quem é, mas o texto é bom)

Não pudi deixar de ler copiar lá no Blog do Uebas

6 Responses to “Leia Também A Crônica – A mulher perfeita”

  1. Ivete Adriana de Camargo postou em julho 23rd, 2008 at 11:56 pm

    Gostei do seu texto,afinal de contas toda mulher pra ser realmente mulher tem que ser unica,de uma individualidade que é só sua, que exala seu próprio perfume, seja doce,ou de fragrância que lembre o toque suave amadeirado,ou que exale o cheiro de flores silvestres,mas em seu texto encontrei a exatidão da sensibilidade das coisas simples de mulher…

    RESPOSTA DO ANTENADÃO
    obrigado pelo recado… fico feliz por acompanhar nosso conteúdo…

  2. Gabriela postou em dezembro 26th, 2008 at 1:31 pm

    Verdadeiramente um bom texto, apesar da presença sutil de machismo, apresenta a mulher perfeita como sendo um ser normal, real, ‘existivel’! Gostei…

  3. queria comer a sharapova!

  4. Cara, depois de anos resolvi jogar no google meu texto e eis que encontrei aqui… valeu por fazer essa propaganda… apesar do post ser antigo (assim como o texto) acho que vale também deixar o link do site onde se pode encontrar meus outros contos e textos, apesar de eu não escrever há quase dois anos… http://mauricioeder.wordpress.com

    Valeu!!

    ABração e (mais) sucesso com o Antenadão!
    MEder

  5. hehehe Valeu Eder… será um prazer ripar seu conteúdo sempre que puder :) parabéns e viva a internet

  6. OS HOMENS:destruiram com a imagem de uma mulher,se for assim para o Homen ser perfeito ele teria que ter dois penis?ah pq vcs colocaram duas vaginas e falaram que a Mulher perfeita teria duas vaginas

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