Saúde – O mito chamado gastrite nervosa

Sintomas da dispepsia funcional e do refluxo, como as dores de estômago e a azia, popularizaram erroneamente a disfunção

Azia, sensação de queimação no peito e dores no estômago. Quem sentiu algum desses sintomas certamente já ouviu que está sofrendo da famosa gastrite nervosa. No entanto, especialistas afirmam que o diagnóstico menos possível para esses sintomas seja a própria gastrite.

Isso ocorre porque a doença não existe na medicina. O nome se tornou popular para outros dois problemas: a dispepsia funcional e a doença do refluxo. A dispepsia é um distúrbio no aparelho digestivo, dificultando a digestão dos alimentos. O refluxo é o retorno do ácido gástrico do estômago para o esôfago – ocorre devido a um defeito na válvula que controla a passagem de alimento de um órgão para o outro. Como essa válvula não fecha direito, o líquido passa para o esôfago, machucando as paredes do órgão, causando azia e queimação.

A gastrite é uma inflamação na parede do estômago e pode ser do tipo aguda ou crônica. Da forma aguda, a doença aparece repentinamente, causando náuseas e vômitos, e permanece por dois ou três dias. Pode ser desencadeada por álcool, antiinflamatórios, remédios à base de ácido acetilsalicílico ou estresse.

Causada pela bactéria Helicobacter pylori, a gastrite crônica é de longo prazo, mas não apresenta sintomas. Segundo o gastroenterologista da Santa Casa de Porto Alegre Idilio Zamin Júnior, a transmissão é feita geralmente pela água e por alimentos contaminados pelo bacilo. Ele diz que a única forma de se identificar esse tipo de gastrite é por meio da endoscopia e biópsia.

- Quando o paciente está com dor e não se encontra nada na endoscopia, costuma-se chamar popularmente de gastrite nervosa. Existem fatores desencadeantes para os sintomas da dispepsia funcional e do refluxo. Um deles é o estresse, e por isso surgiu o apelido – diz Luiz Edmundo Mazzoleni, professor de gastroenterologista da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Tanto para a gastrite aguda quanto para a crônica o tratamento é feito por meio de medicamentos. Contudo, Mazzoleni explica que o tipo de remédio depende do tipo da gastrite e do motivo que a originou. Quando se trata da Helicobacter pylori recomenda-se o uso de antibióticos.

- Uma das principais formas de tratamento para essa doença continua sendo a alimentação saudável e sem excessos. Mas é importante ressaltar que esses sintomas não são causados por inflamação grave, úlcera ou câncer e sim pelo mau funcionamento do estômago – diz Zamin.

Por Gustavo Souza
Fonte: http://www.clicrbs.com.br

4 Responses to “Saúde – O mito chamado gastrite nervosa”

  1. denilson jair elesbão postou em setembro 13th, 2008 at 12:59 am

    Sinto uma queimadura forte na lingua parecendo um feul,o que pode ser esse sintoma?

  2. Maria Lucia Alves Porto postou em abril 24th, 2009 at 5:13 am

    Eu tenho muita azia e gazes estufamento , no momento estou com muita azia , minha dijestão e demorada gostaria de saber um remedio para queimação e para melhorar a dijestão dificil ate o dia do meu medico Gastrio, tenho muita queimação arroto gazes.

  3. elaine fagundes postou em janeiro 2nd, 2010 at 1:24 am

    tenho muita azia meu estomago paresse que fecha fico com vomitos e me doi a garganta que dieta posso fzer que devo comer etenho sempre vontade de comer

  4. Olá, tenho uma dúvida.
    Vocês escreveram dizendo que não há gastrite nervosa. Porém, disseram que ela pode ser causada por estress. Mas o estress pode ser causado por sintomas emocionais como depressão, ansiedade, nervosismo, irritabilidade e etc. Então gostaria que explicassem melhor isso, para que eu possa entender.
    Aguardo a resposta e obrigada pela atenção.

    Julhana Pohlmann

Escreva seu comentário